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    Words, Words, Words


    http://sergiolmrivero.blogspot.com/

    Escrito por Sérgio às 00h39
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    Encerrando

    Tou encerrando meu blog aqui no uol...Farei outro. Depois posto aqui o endereço.
    Vou ver se monto um novo blog com um pouquinho mais de recursos.

    Obrigado a todos que me leram por aqui.

    Abraços.

    Escrito por Sérgio às 07h40
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    A última rosa.



    Cerro.
    O senhor vê.
    Contei tudo.

    Agora estou aqui,
    quase barranqueiro.

    Para a velhice vou,
    com ordem e trabalho.

    Sei de mim?

    Cumpro.

    O Rio de São Francisco
    - que de tão grande se comparece -
    parece é um pau grosso, em pé, enorme...

    Amável o senhor me ouviu,
    minhas idéias confirmou:
    que o diabo não existe.

    Pois não?

    O senhor é um homem soberano,
    circunspecto.

    Amigos somos.

    Nonada.

    O diabo não há!

    É o que eu digo,
    se for...

    Existe é homem

    humano.

    Travessia.


    Riobaldo - No último parágrafo do Grande Sertão




    O último perfume da rosa

    Escuros olhos de cão feroz
    Acordam o triste amanhecer cinzento
    Da rosa, nome, que algum algoz
    Matou de sede e sombra, de sol e vento.

    Algum perfume de rosa havia
    Naquele galho onde murcha, jaz
    O triste signo de som e fúria.

    Meus olhos choram, mudos, agora,
    por sobre a lápide, o que, um dia, foi
    cheiro, sonho, perfume, voz;
    Pulsou, rosa, ensolarada aurora.






    Escrito por Sérgio às 11h24
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    A Penúltima rosa (talvez)



    Uma rosa só espinho


    "O senhor vê aonde é o sertão?
    Beira dele, meio dele?..."
    (Riobaldo)


    Queriam-me rosa.
    Pétala suave
    emanando
    doce perfume
    de orvalho.

    Vejo-me espinho,
    Agudo, estranho, ponto,
    vírgula presa
    à carne verde
    do caule da rosa.

    Carnadura de rosa,
    imaginando musgos
    abrindo. floraldocemacia,
    entranhas úmidasférteis.

    Pétala

    Cravo tua carne

    Marco
    para sempre
    o sutilfragildelicado
    perfume
    com minhas cicatrizes de espinho.


    Escrito por Sérgio às 21h37
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    Voltando às Rosas



    Flor no sítio do Zeca

    A escritura da rosa

    (ou Velos-Impermanências)

    "To morrow, and to morrow, and to morrow,
    Creepes in this petty pace from day to day,
    To the last Syllable of Recorded time:
    And all our yesterdayes, haue lighted Fooles
    The way to dusty death."
    (Macbeth, Ato V, cena V)

    Passo insano
    o traço
    sobre o plano
    e marco

    a pele

    do cordeiro.

    Tatuagem
    sem sentido.

    Som e fúria
    congelados.

    Aguardando
    ávidos
    a vítima incauta
    atraída
    pela capa.


    Escrito por Sérgio às 21h52
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    O Terceiro da Série da Rosa




    O Veneno da Rosa



    "Mas cachoeira
    é barranco de chão,
    e água se caindo por ele,
    retombando;
    o senhor consome essa água,
    ou desfaz o barranco,
    sobra cachoeira alguma?"
    (Riobaldo, de novo.)





    A rosa
    da palavra
    é veneno

    que recolho e destilo
    quando lavro o estilo
    na página avara.

    A palavra
    da rosa
    é o eterno

    que guardo e compilo
    quando abro a pupila
    da memória rara.

    O veneno
    da rosa
    é palavra

    que apequena e evanesce
    quando colho, imprudente,
    sua alma de aurora.



    Escrito por Sérgio às 02h18
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    O Segundo da Série da Rosa

    Bom....Choveu, nevou...E aqui vai mais um da série da rosa, meio metapoesia (mas, analisar poemas não é pra mim, principalmente os meus).

    Como diz o F'rnando: "Sentir, sinta quem lê".


    Me lembrei da Antiode do meu amado JCMN. Desculpem a epígrafe longa longa, mas não sabia onde cortar. Acabou ficando assim mesmo.

    Recomendo a "Antiode", assim como "O Cão Sem Plumas" e "Uma Faca Só Lâmina"...Melhores e menos citados que "Tecendo a Manhã" e o famigerado "Morte e Vida, etc".

    João Cabral é de difícil digestão mas é MUITO nutritivo.



    Uma Helicônia do Jardim da Ori

    A Helicônia é a flor mais não flor que conheço (tirando os cogumelos, que não são flores).


    A rosa que me quer

    "Poesia, te escrevia:
    flor! conhecendo
    que és fezes. (Fezes
    como qualquer,

    gerando cogumelos
    raros, frágeis, cogumelos)
    no úmido
    calor de nossa boca

    Delicado, escrevia:
    flor! (Cogumelos
    serão flor? Espécie
    estranha, espécie

    extinta de flor,
    flor não de todo flor,
    mas flor, bolha
    aberta no maduro)."
    (João Cabral em Antiode)




    Poesia JC te queria
    Anti-flor.

    A ti, não sei se quero
    Rosa rubra de sangue
    banhada pelos rios
    das lágrimas de ariadne
    na teia
    destecida e retecida
    todas as noites
    todos os dias...

    Poesia, te queria
    Rosa
    Perfume sem nome
    Emoldurando madrugadas
    aveludadas de orvalho
    ventosas alvoradas
    na praia ensolarada.

    Poesia, o que me queres?
    Uma alma inteira nada basta
    nunca chega
    nunca passa.

    Não-flor, não "anti"
    aflor
    aflora nasce brota mina
    aquela água
    e me devora.



    Escrito por Sérgio às 17h06
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    O Primeiro da Série da Rosa


    O Rosa em http://www.manuelzao.ufmg.br/folder_projeto/folder_guimaraes

    A Rosa Implausível

    "E o nome da Flor era o dito,
    tal,
    se chamava -
    mas para os namorados respondido somente"
    (Riobaldo)


    Inominada flor
    Indesejada flor.

    Flor.

    Sou pedra.
    Única
    Inamovível
    Pedra.

    Não Rosa.
    Inconsútil rosa.
    Intolerável rosa.
    Pétalas de dor,
    cravejada de espinhos suaves.

    Ser-se pedra.
    Rios rolando ácidas águas.
    impensadas veredas
    leitos secos de sertão.

    E a Rosa,
    Perfume,
    Nome.


    Escrito por Sérgio às 12h41
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    Robert Creeley e Flores

    Voltando às Flores.

    Tempo tempo...Tempus Fugit. Bom...Sem tempo pra quase nada de diversões literárias. Zapeando entre uma aluna de pós, um projeto pro cnpq e uma aulinha básica, me deparei com Robert Creeley. Acho a poesia moderna em inglês cheia de coisas interessantes, principalmente essa gente desesperada da New England...Me faz sentir, pensar, sentir, pensar... Volto às flores, então.


    Creeley, na wikipedia, claro!! (Doem para a Wikipedia!!!!!!)


    The Flower

    I think I grow tensions

    like flowers
    in a wood where
    nobody goes.

    Each wound is perfect,
    enclosed itself in a tiny
    imperceptible blossom,
    making pain.

    Pain is a flower, like that one,
    like this one,
    like that one,
    like this one.
    (Robert Creeley)

    A Flor

    Penso que cultivo tensões

    como flores
    num bosque onde
    ninguém vai.

    Cada ferida - perfeita -,
    fecha-se numa minúscula
    imperceptível pétala
    causando dor.

    Dor é uma flor, como aquela
    como esta,
    como aquela,
    como esta.
    (trad: Régis Bonvicino)





    Escrito por Sérgio às 20h50
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    Um Deus - O Monstro de Espaguete Voador

    Um Deus.... (Belo Concorrente para o "Design Inteligente")



    Eu sinceramente estou mais inclinado a acreditar na lagarta verde que come pedras...

    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8459023



    Escrito por Sérgio às 17h42
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    João Cabral

    Muitas vezes falamos, eu e Milena, de escrever sobre o erotismo em Jõao Cabral de Melo Neto...Especificamente sobre as mulheres de Jõao Cabral. Um poeta que no seu tão propalado "anti-lirismo" nos brinda com imagens maravilhosas de uma carnadura aguda de osso e uma delicadeza de catedral gótica. Parecem imagens estranhas, como se não coubessem bem num poema. Mas é o que adoro em João Cabral, a sua anti-lírica, para mim não é uma antítese, mas um duplo do lirismo. Um lirismo anti-simétrico, como um espelho, ou uma foto em negativo. Não sou nada treinado (nem gosto) da crítica de poesia em geral. Diz muito do convencional, boa parte das vezes, e, raramente, os críticos (os literatólogos...eheheh) exploram possibilidades com rigor e acuidade, ou com liberdade e leveza. Muitas vezes é um repetir de fórmulas, mais ou menos convencionais com alguns pequenos acréscimos.
    Bom, vou deixar de descascar contra o lirismo e mostrar algo do JCMN. Depois mostro outras coisas.



    JCMN numa pose menos convencional...


    Mulher Vestida de Gaiola

    Parece que vives sempre
    de uma gaiola envolvida,
    isenta, numa gaiola,
    de uma gaiola vestida,

    de uma gaiola, cortada
    em tua exata medida
    numa matéria isolante:
    gaiola-blusa ou camisa.

    E assim como tu resides
    nessa gaiola, cingida,
    o vasto espaço que sobra
    de tua gaiola-ilha

    é como outra gaiola
    igual que o mar: sem medida
    e aberto em todos os lados
    (menos no que te limita).

    Pois nessa gaiola externa
    onde tudo tem cabida,
    onde cabe Pernambuco
    e o resto da geografia,

    três bilhões de humanidade
    e até canaviais de usina
    sei que se debate um pássaro
    que a acha pequena ainda.

    Tal gaiola para ele
    mais do que gaiola é brida;
    como cárcere lhe aperta
    sua gaiola infinita

    e lhe aperta exatamente
    por essa parede mínima
    em que sua gaiola-mundo
    com a tua faz divisa.

    Contra essa curta parede
    entre ti e ele contígua,
    que te defende e para ele
    é de força, se é camisa,

    todo o dia se debate
    a sua força expansiva
    (não de pássaro, de enchente,
    de enchente do mar de Olinda).

    Por que ele a quem sua gaiola
    de outros lados não limita,
    deseja invadir o espaço
    de nada que tu lhe tiras?

    por que deseja assaltar
    precisamente a área estrita
    da gaiola em que resides,
    melhor: de que estás vestida?

    Escrito por Sérgio às 11h29
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    Oides e Faustino

    ORIDES

    foto: Juan Esteves (Folha Imagem)



    Rosa

    Eu assassinei o nome
    da flor
    e a mesma flor forma complexa
    simplifiquei-a no símbolo
    (mas sem elidir o sangue).

    Porém, se unicamente
    a palavra FLOR -- a palavra
    em si é humanidade
    como expressar mais o que
    é densidade inverbal, viva?

    (A ex-rosa, o crepúsculo
    o horizonte.)

    Eu assassinei a palavra
    e tenho as mãos vivas em sangue.
    (Orides Fontela)



    FAUSTINO





    1o Motivo da Rosa

    Da rosa somente a pétala inconsútil
    Inamissível lembrança

    Onde o perfume a cor incompassiva?

    A beleza é apenas a passagem divina
    impiedosa e fugaz
    (Mário Faustino)



    2o Motivo da Rosa

    A rosa adormecida sonha sonha e sonha
    por que surgiu a rósea rosa sonhando sonhando?

    Veio para que o poema nascesse como suas pétalas sensíveis:

    intocável e úmido de orvalho

    veio para que ficasse a sonolenta imagem
    de qualquer coisa livre livre livre
    volutariamente presa a um caule
    apenas para uma noite de sono.
    (Mário Faustino)


    Escrito por Sérgio às 15h26
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    Cecília e Rosas

    Tenho pensado muito sobre rosas...Muito mesmo!

    Lembrei de Cecília e suas rosas. A rosa é um tema recorrente na literatura, principalmente na poesia... Símbolo do efêmero e do imortal, que convivem numa só imagem, a rosa...Símbolo, nome que permanece, perfume que se esconde na memória...Lembrança. A rosa como símbolo, o nome que pode ser esquecido, para manter o perfume para julieta, a rosa, é uma rosa....

    A Rosa ressoa, recende, reflete....Rosa.


    Bom...Cecília....




    (Cecília em releituras.com)


    Rosa

    "Tu és como rosto das rosas: diferente em cada pétala.
    Onde estava o teu perfume?
    Ninguém soube.
    Teu lábio sorriu para todos os ventos e o mundo inteiro ficou feliz.
    Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava, como um
    segredo que cai do sonho..."
    (C.M.)


    1o. Motivo da Rosa

    Vejo-te em seda e nácar,
    e tão de orvalho trêmula, que penso ver, efêmera,
    toda a Beleza em lágrimas
    por ser bela e ser frágil.

    Meus olhos te ofereço:
    espelho para face
    que terás, no meu verso,
    quando, depois que passes,
    jamais ninguém te esqueça.

    Então, de seda e nácar,
    toda de orvalho trêmula, serás eterna. E efêmero
    o rosto meu, nas lágrimas
    do teu orvalho... E frágil.
    (C. M.)



    4º Motivo da Rosa


    Não te aflijas com a pétala que voa:
    também é ser, deixar de ser assim.
    Rosas verá, só de cinzas franzida,
    mortas, intactas pelo teu jardim.
    Eu deixo aroma até nos meus espinhos
    ao longe, o vento vai falando de mim.
    E por perder-me é que vão me lembrando,
    por desfolhar-me é que não tenho fim.
    (C.M.)


    "Rose is a rose is a rose is a rose."
    (Gertrude Stein)







    E, claro, não podia faltar meu amado Bill Shake... (procurem uma tradução)...


    'Tis but
    thy name
    that is my

    enemy;

    Thou art thyself,
    though not a Montague.

    What's Montague?
    it is
    nor hand,
    nor foot,
    Nor arm,
    nor face,
    nor any other part

    Belonging to a man.

    O, be some other name!

    What's in a name?

    that which we call a rose
    By any other name
    would smell as sweet;

    So Romeo would,
    were he not Romeo call'd,
    Retain that dear perfection
    which he owes
    Without that title.

    Romeo, doff thy name,
    And for that name
    which is no part of thee

    Take all myself.

    (Romeo and Juliet, Act II, Scene II)


    Escrito por Sérgio às 13h06
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    Dorothy Mae Stang, ou Irmã Dorothy



    Bom...me lembra, é claro, como uma perversa antítese, o mágico de Oz. Dorothy não nasceu no Kansas, mas em Dayton, Ohio (o Kansas fica bem mais ao oeste).


    Transamazônica...



    A estrada não é de tijolos amarelos. O barro vermelho e a lama cinza são sua cobertura. Não tem castelo no final, tem um monte de casas cinza no meio com agricultores pobres, pistoleiros e grileiros disputando o espaço que ainda existe ali.



    Estivemos em Anapu. Lá me disseram que a nossa caminhonete estaria segura no lugar onde a estacionamos, antes de entrar no sítio que dá acesso ao túmulo onde está enterrada a irmã Dorothy. Mas não era por alguma vontade divina (já que isso não existe)...Era simplesmente porque, em frente a este lugar, seria a casa de um suposto pistoleiro.



    O caminho que fizemos até seu túmulo é uma picada aberta a partir do sítio de conhecidos do amigo que nos levou lá... Ela pediu pra ser enterrada ali, num centro de formação da Igreja Católica.





    O assasino pediu que ela virasse de frente, antes de matá-la. Descarregou a arma nela. O revólver foi encontrado na casa do fazendeiro acusado de ser o mandante do crime.

    (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI471203-EI306,00.html , http://society.maryknoll.org/index.php?module=MKArticles&func=display&feature=1&id=103).

    Hoje (24/10/2007), os pistoleiros acusados, no segundo julgamento, disseram que se sentiam ameaçados por Dorothy e negaram que foi um crime encomendado, tentando, portanto, inocentar o fazendeiro que supostamente contratou o "serviço".

    Segundo a CPT (http://www.cptnac.com.br/?system=news&action=read&id=1825&eid=6) foram mortas, de 1997 a 2006, 367 (isto mesmo, TREZENTAS E SESSENTA E SETE) PESSOAS em conflitos de terra no Brasil. Da maioria destes assasinatos não se encontra os criminosos. A maioria dos que morrem, assim como nas favelas pobres do brasil, são os moradores da área (posseiros, agregados, assentados, agricultores).

    A ameaçadora Dorothy morreu com seis tiros (três a acertaram), emboscada por dois assassinos. O tiro fatal foi na cabeça, quando ela já estava no chão.

    Tinha 73 anos.



    Escrito por Sérgio às 03h57
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    A Rosa, novamente

    Não resisti...Traduzi o poema da Rosa...do Frost.

    The Rose Family

    The rose is a rose,
    And was always a rose.
    But now the theory goes
    That the apple's a rose,
    And the pear is, and so's
    The plum, I suppose.
    The dear only knows
    What will next prove a rose.
    You, of course, are a rose--
    But were always a rose.
    (Robert Frost)



    A família da Rosa

    A rosa é uma rosa,
    E foi sempre uma rosa.
    Mas agora a teoria faz
    Da maçã alguma rosa,
    E a pêra é, assaz,
    como a ameixa, nesta glosa.
    Sabe-se lá o que mais
    logo se provará uma rosa.
    Tu, é claro, és uma rosa--
    Mas foste sempre uma rosa.
    (tradução: Rivero)

    Escrito por Sérgio às 21h20
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